quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Parque Florestal em Santiago

Santiago é marcada por enormes parques e áreas verdes, em geral bem estruturados e de fácil acesso, que abrigam museus, monumentos, playgrounds, pistas para caminhada, etc. Em geral, são áreas muito limpas e bem cuidadas, com a grama aparada, calçamento caprichosamente preservado, onde não se vê lixo no chão.

Um desses parques que visitamos é o Parque Florestal, que fica bem no meio da cidade e  possui uma diversidade única. O parque é bem grande, já que se estende desde a estação do metrô Baquedano até o Mercado Central. De um lado dá para ver o magnífico morro San Cristobal, o bairro Bellavista e o recuperado Rio Mapocho. Do lado oposto a arquitetura é linda, principalmente no Bairro Lastarria, com suas antigas casas que lembram pequenos castelos.

O Florestal, na realidade, foi construído no espaço vazio que sobrou no que fora o canteiro de obras de canalização do rio Mapocho, em 1891. É um lugar agradável, com árvores altas e frondosas, cheio de banquinhos. Na extremidade próxima à Plaza Italia (ou Plaza Baquedano) fica a Fuente Alemana, uma escultura de pedra e bronze, presente da colônia alemã ao Chile no centenário da sua independência. Simboliza algumas virtudes do país sul-americano: riquezas minerais, seus trabalhadores e o mar.

Outro dado que achamos interessante, é que foi no Parque Nacional  que Pablo Neruda e Matilde Urrutia se conheceram. Como que homenageando o grande artista, é ali também que atualmente, aos domingos, se reúnem as diversas tribos urbanas de adolescentes – , roqueiros, beaties, grungies, rappers, hippies, etc.

O parque, considerado o mais tradicional da cidade, tem uma vida intensa e é frequentado por todos os tipos de pessoas que procuram o local para caminhar pedalar ou jogar conversa fora: estudantes, artistas, esportistas, casais de namorados, pais com crianças, etc. A segurança também é um ponto de destaque positivo: As rondas de Carabineiros (uma espécie de Polícia Militar do Chile)  é constantemente observada em toda a extensão do parque, e não vimos pedintes ou mendigos vagando em lugar nenhum.

O local também é adornado com lindas esculturas em toda a sua extensão. Aliás, em seu interior localizam-se, tanto o Museu Nacional de Belas Artes quanto o Museu de Arte Contemporânea, que não tivemos a oportunidade de visitar.

Os demais parques que adornam a cidades – não visitamos todos, porque realmente são muitos – seguem basicamente o mesmo padrão de conservação e segurança.

Cansou de caminhar e quer dar uma parada para descanso? Sem problemas. Entre um parque e outro sempre é possível encontrar playgrounds  limpos e conservados, onde as crianças podem se esbaldar enquanto os pais descansam as pernas. A Júlia adorava!





Fuente Alemana

domingo, 3 de agosto de 2014

Hostal Rio Amazonas, o charme de se hospedar em um castelo em Santiago

Impossível não cair de amores pelo Hostal Rio Amazonas, opção de hospedagem cheia de charme e encantos em Santiago do Chile. 

Instalado em um belo castelinho antigo ao estilo Tudor, que foi construído em 1929 para servir como residência principal do geógrafo e explorador chileno Luis Risopatron - autor do primeiro atlas da Patagônia chilena - a casa é hoje reconhecida como um edifício de conservação histórica e arquitetônica de Santiago.

Com uma excelente localização: há apenas uma quadra da Plaza Italia - considerada o novo centro de Santiago -  e da estação do metro Baquedano, o Hostel é cercado por parques, muitas lojas, bares, restaurantes e casas de câmbio. Para quem quer curtir o que a cidade oferece de melhor para o turista, também encontra-se à cinco minutos de Barrio Bellavista, dez de Cerro de San Cristobal , Barrio Lastarria, Providencia, Barrio Italia e Santa Lucia e apenas vinte minutos do centro da cidade e da Plaza de Armas .

São 25 quartos com banheiro privativo e aquecimento em todos os ambientes. Ficamos num quarto para três pessoas com uma cama de casal e uma cama individual, confortável, com TV, banheira,  telefone para chamadas nacionais e internacionais e sistema de aquecimento central. Como ficamos em uma suíte localizada no terceiro andar, é importante destacar o único "ponto negativo" (assim mesmo, bem entre aspas): O hotel não possui elevador. Não é nada que torne a estada um tormento, mas trata-se de um fato que precisa ser destacado. O esforço de subir três curtos lances de escada, entretanto, é recompensado pela vista dos quartos, que é muito agradável. No nosso caso, era possível admirar a belíssima casa onde encontra-se instalada a Embaixada da Argentina.

No geral, entretanto, o estabelecimento nos surpreendeu positivamente do início ao fim. Desde o atendimento atencioso feito pelos próprios donos, ao café da manhã caseiro com frutas, pão fresquinho, sucos, iogurte, compota caseira e chás maravilhosos, algo um pouco difícil de encontrar na categoria "hostel".

À noite quando chegávamos cansados de nossas andanças, encostávamos no pequeno bar, ao lado da recepção,  para tomar um vinho ou uma das diversas opções de cervejas artesanais comercializadas por eles.

Além  do estabelecimento disponibilizar Guias turísticos e boas revistas sobre as atrações do Chile, os próprios funcionários e proprietários do hostel se mostraram extremamente atenciosos, dando dicas de passeios, sugerindo que descartássemos alguns, etc.

No geral, portanto, tanto o ambiente, como a gentileza e a prestatividade da equipe, fazem com que o hospede sinta-se como se estivesse hospedado na casa de um parente e não em um hotel.  



Hostal Río Amazonas - Santiago de Chile, Plaza Italia
Av. Vicuña Mackena 47. Fono Fax ( + 56 2 ) 2635 1631
e-mail: reservas@hostalrioamazonas.cl


Vista da janela do quarto, Embaixada da Argentina!






quinta-feira, 31 de julho de 2014

Chile - Um pedacinho do primeiro mundo na América Latina.

Esta foi uma viagem muito especial para nós, por ser nossa primeira experiência fora do Brasil.  A Júlia, na época, tinha três anos e um dos nossos propósitos era justamente levá-la para conhecer a neve. O Chile, no entanto, se mostrou muito mais do que um local próximo ao Brasil para se conhecer a neve.  

Ficamos nove dias em Santiago, tempo mais do que suficiente para curtir as várias e diversificadas atrações culturais da cidade, que é linda e cativante. O povo é extremamente hospitaleiro, culto e adoram brasileiros. Não faltam opções de hospedagem e alimentação para todos os gostos e bolsos, mas, no geral, é um destino barato, que não assusta o turista com preços exorbitantes.

Passear em uma praça, depois das 22 horas - algo impensável na maioria das grandes metrópoles brasileiras - em Santiago, pode ser feito sem medo. A cidade é bastante segura, com "carabineiros" (a Polícia Militar de lá) em todos os lugares, de forma que, não raro, se observa  nas praças da cidade, altas horas da noite, casais de namorados, grupos de amigos conversando ou idosos passeando, cenas que, no Brasil, hoje, só conseguimos ver em novelas de época.

Neste e nos próximos posts começamos a contar um pouquinho a respeito de nossa viagem a Santiago do Chile, oferecendo ao leitor amigo, algumas dicas e curiosidades sobre esse destino encantador.

PLANEJAMENTO:
Aqui vai a primeira dica: Ao contrário do que faz a maioria das pessoas, descartamos de plano a aquisição de pacotes turísticos. Além de economizarmos cerca de 30% daquilo que gastaríamos contratando uma operadora, tivemos toda a liberdade para conhecermos os pontos mais interessantes e dispensando aquilo que entendemos que poderia ficar para uma segunda visita. Santiago ajuda, já que a cidade é muito bem servida de transporte público: Você pode ir a praticamente qualquer lugar de metrô que, embora antigo, é muito confortável e bem diferente das "latas de sardinha" que os paulistas e cariocas estão acostumados. Nos poucos locais não atendidos por esse meio de transporte, táxi é uma opção não tão custosa.

O VOO:
 
A viagem de avião dura cerca de três horas, saindo de São Paulo. Na ida, viajamos pela LAN e voltamos pela TAM que, na realidade, hoje constituem uma mesma empresa (LANTAM).

Dica para viagens longas com crianças pequenas: Procure um vôo que saia durante a noite, madrugada ou, no máximo, de manhã bem cedo. No nosso caso, decolamos às sete horas da manhã e a Julia acabou dormindo boa parte do trajeto. Quando acordou, já estávamos a cerca de meia hora da aterrissagem. 

Segunda dica: Procure levar em uma bolsa, kits infantis de pintura ou desenho, livrinhos ou gibis. Como é de se imaginar, os pequenos acordam com "as baterias carregadas" e se você não tiver algum tipo de distração que os mantenha sentados e entretidos, pode se pegar correndo atrás do seu pequeno nos corredores do avião.



Jú caiu no sono assim que entrou no avião!

Com o Kit de pintura!

Chegando em Santiago!
Cordilheira dos Andes!

Chegando!




domingo, 26 de maio de 2013

Bonde Turístico de Santos, uma ótima maneira de conhecer a História da Cidade!

Fotos By Mônica Blandy
Muita gente não sabe, mas Santos foi a primeira cidade do país a contar com um serviço de bonde como transporte público. Inaugurado em 9 de outubro de 1871, a primeira linha ia do centro da cidade até a barra do Boqueirão (onde hoje se localiza o bairro de mesmo nome) e era puxada por burros. Exatamente um ano antes de o primeiro bonde começar a circular em São Paulo.

O serviço, incorporado em 1904 pela mesma empresa que gerenciava a distribuição de luz e gás em Santos - The City of Santos Improvements Company- foi aprimorado em 28 de abril de 1909, com a inauguração da primeira linha de bonde movido a eletricidade, que recebeu o n.o 02 e ligava o centro da cidade à São Vicente pela orla da praia, passando pela Vila Mathias e Avenida Ana Costa.

Por conta da 1a Guerra Mundial, que dificultou a importação de bondes, a partir de 1919, Santos chegou a produzir seus próprios veículos em uma garagem localizada na Vila Mathias, contudo, a dificuldade de manutenção, as facilidades do transporte a Diesel, o baixo custo do petróleo, a pressão exercida pelas empresas de ônibus que foram surgindo ao longo da história e, por fim, a construção das rodovias BR-101 e dos Imigrantes, acabaram por tornar o bonde  um transporte obsoleto, embora charmoso. Por conta disso, o serviço foi encerrado e em 28 de fevereiro de 1971, o último carro - prefixo, 258 e servindo a linha 42 - foi recolhido definitivamente à garagem.


Na década de 80 foi feita uma tentativa de implementar uma linha turística de bondes na orla da praia, mas sem sucesso. O fato da via ser estreita (apenas duas faixas), somado ao grande trânsito de carros e ônibus na via da praia acabaram por transformar o bonde em um verdadeiro estorvo ao tráfego na avenida da praia, inviabilizando a idéia. Foi em 2000, contudo, que a Prefeitura Municipal parece ter conseguido encontrar o casamento perfeito entre o passado e o presente, instalando em 23 de setembro daquele ano a primeira linha turística no centro da cidade. Como a região é coalhada de prédios históricos - alguns com mais de 200 anos - a circulação de um bonde funciona quase como um complemento ao cenário, de forma que mesmo os mais apressados ficam de certa forma constrangidos em reclamar do passo "devagar e sempre" do veículo sobre trilhos.


Hoje o bonde turístico de Santos conta com um  trajeto de 5 km, cujo passeio - totalmente monitorado por guias - dura cerca de 30 minutos. São seis bondes, entre abertos e fechados, que proporcionam um maravilhoso passeio pelo centro histórico de Santos. Um detalhe interessante é que, em alguns pontos do passeio, o turista pode descer, visitar o local apontado - como o panteão dos Andradas ou o Palácio da Sabesp ou a antiga estação de trem da cidade, que conta com um delicioso restaurante-escola - e subir no próximo bonde que passar pelo local.

 




Destaque importante também para o programa Vovô Sabe Tudo, que agrega à atração 56 idosos que efetivamente trabalharam na linha regular de bondes da cidade e que atuam como contadores de histórias e monitores turísticos, recebendo salário da Prefeitura pelo serviço. Para o turista, é uma oportunidade de ouvir deliciosas histórias de um tempo que não volta mais. Para os idosos, trata-se de uma brilhante idéia de inclusão social da terceira idade - sem apelar para o assistencialismo - que rendeu ao município um certificado de premiação, expedido pelo Ministério da Cultura, relativo ao concurso Inclusão Cultural da Pessoa Idosa, realizado em 2007. 

Foto com uma figura muito marcante da paisagem santista: o Vovô Sabe Tudo!
No geral, é um passeio simplesmente delicioso, capaz de agradar aos adultos, divertir as crianças e trazer deliciosas lembranças ao vovô e à vovó.


Funciona de terça a domingo, das 11h às 17h. Partida da Praça Mauá, no Centro Histórico . 
A passagem custa R$ 6,00 com gratuidade para: menores de 5 anos; guias de turismo, desde que estejam a trabalho acompanhando grupos; viagens agendadas por grupos de entidades filantrópicas e de escolas públicas do ensino fundamental de Santos; grupos de centros de convivência da Seas (Secretaria de Assistência Social de Santos) e grupos de treinamento e reciclagem profissional promovidos pela Setur (Secretaria de Turismo de Santos). Maiores de 60 anos, estudantes (com documento de identificação escolar) e grupos de entidades assistenciais (devidamente certificadas) têm 50% de desconto na tarifa.

Agendamento para grupos pelo Tel. (13) 3201-8000

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MUSEU DO CAFÉ DE SANTOS - LEMBRANÇAS DA BELLE ÉPOQUE

Fotos By Mônica Blandy
Especiaria muito apreciada na Europa, o café começou a ser cultivado na região do Pará a partir do século XVII, em decorrência das tentativas dos franceses de expandir - a partir da Guiana Francesa - suas colônias na América do Sul. Embora as plantações verificassem, desde o início, uma gradativa expansão ao sul do país, foi no século XIX que o cultivo firmou raízes nas províncias de São Paulo e Rio de Janeiro.

Devido à grande demanda européia, o café acabou por ocupar o lugar que anteriormente fora da Cana de Açúcar como principal fonte de riqueza do país, sendo fator decisivo para melhorar as condições econômicas do Brasil, com a introdução de diversas melhorias de infra-estrutura, da qual a ferrovia desponta como a mais importante. No Estado de São Paulo, foi responsável pelo surgimento da chamada belle époque.

Como o Porto de Santos era o principal meio de escoamento da produção cafeeira do país, em 1922 foi inaugurada na cidade, a Bolsa Oficial de Café, que tinha a função de centralizar, organizar e controlar todas as operações do mercado cafeeiro no país.


Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2009, o Palácio da Bolsa Oficial do Café foi transformado em um museu, onde se pode praticamente "sentir na pele" toda a opulência e glamour de um época em que o Brasil chegou a figurar como uma das maiores potências econômicas do mundo. Cúpulas de cobre, imponentes esculturas, vitrais, mosaicos de mármore, robustas colunatas de granito são expressões de riqueza e prosperidade do ciclo cafeeiro no país e, ao mesmo tempo, representam a materialidade do desejo de seus idealizadores de converter o edifício da Bolsa no "Palácio do Porto de Santos".


O ingresso às dependências do museu custa bem barato - R$ 5,00 com meia entrada para crianças e idosos - e permite, além da visita ao salão principal onde ocorriam os pregões, com seu belíssimo mobiliário em madeira de lei, checar as exposições do andar superior (mezanino) que, além de contarem a história do cultivo do café no Brasil, ilustrada com fotos históricas do final do século XIX e início do século XX, equipamentos e ferramentas utilizadas na época, buscam mostrar de forma lúdica às crianças o funcionamento de uma fazenda de café, com suas várias etapas desde o plantio até a torrefação.

Destaque interessante do passeio, também, para a exposição que enumera algumas das fazendas de café mais tradicionais do país que ainda resistem ao tempo e que conta, inclusive, com uma cabine onde se pode conferir um vídeo produzido em uma delas nas primeiras décadas do século XX, mostrando crianças brincando e colonos trabalhando. Uma verdadeira viagem ao passado. 


  

  




Jogo da fazenda - A fazenda de café é composta por diferentes espaços de trabalho, cada um com determinada função. Encontre os locais e seus respectivos processos de cultivo do café no mapa da fazenda.
Monte a estrutura da planta do café!
Após realizar o passeio, o visitante pode relaxar na Cafeteria do Museu, que oferece um ambiente agradável e aconchegante, além de um café delicioso. Não pense, no entanto, que o local oferece apenas o simples e tradicional “expresso”.São diversas opções de bebidas quentes e geladas, drinks e doces a base de café, sanduíches e salgados, além de cafés de variadas regiões produtoras, que podem ser saboreados  na hora ou levados para casa. 

O Museu do Café de Santos é, enfim, outra dica de passeio rápido e agradável pra quem quer conhecer uma época em que o Brasil figurava como potência comercial e refletia essa posição na opulência de seus projetos arquitetônicos.


Museu do Café
Rua XV de Novembro nº 95,
Centro - CEP: 11.010-151
Santos / SP
Telefone: + 13 3213-1750

Horários:
Terça a Sábado - das 09h às 17h

Domingo - das 10h às 17h

Preços

Os ingressos para visitação no Museu do Café custam R$6,00.
Estudantes e terceira idade pagam meia-entrada. Funcionários da rede pública do Estado de São Paulo são isentos.
Aos sábados, a visitação é gratuita.
Saiba mais sobre isenção e pagamento de meia-entrada em nossas Normas de Visitação.


Cafeteria do Museu
Segunda a Sábado - das 09h às 18h

Domingo - das 10h às 18h



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Guadiões do Mar em Santos


O porto de Santos abriga o Comando do 8o Distrito Naval da Marinha de Guerra Brasileira. Embora conte com uma pequena guarnição, responsável pela fiscalização do tráfego naval da região, periodicamente recebe alguns vasos da Marinha de Guerra Brasileira (para quem não sabe, "vaso" é o nome técnico que se utiliza para descrever navios militares), oportunidade em que o Comando costuma abrir suas portas à visitação dos equipamentos ancorados no local. 

Em novembro de 2012, estavam disponíveis o submarino Tikuna, o NPaOc (Navio de Patrulha Oceânica) Amazonas e o Veleiro Cisne Branco.

O Submarino Tikuna é a última e mais moderna aquisição da Marinha de Guerra Brasileira, tendo sido incorporado à armada em 2006. Embora o projeto em si seja antiquado - foi baseado no modelo alemão IKL 209, que deu origem à antiga classe Tupi de submarinos brasileiros - a ele foram incorporadas diversas inovações tecnológicas de ponta que acabaram por fazer com que ele seja o primeiro de uma nova classe: A classe Tikuna. 
Na data em que estivemos no 8o Distrito Naval, o Tikuna estava disponível apenas para visitação externa, mas isso não é regra. Em algumas oportunidades, é permitido visitar seu interior.



O NVe (Navio Escola) Cisne Branco é um veleiro que exerce funções diplomáticas e de Relações Públicas da Marinha de Guerra Brasileira, participando de eventos náuticos nacionais e internacionais. Também é utilizado como navio escola, prestando-se ao adestramento dos alunos da Escola de Oficiais na vida no mar, em seu último ano de curso.

Incorporada em 04 de fevereiro de 2.000, a embarcação foi encomendada pela Marinha brasileira em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil, sendo inspirado nos veleiros da classe clipper do final do século XIX. É permitido ir a bordo e percorrer todos os seus 76 metros de comprimento. A criançada costuma gostar bastante porque, segundo a Júlia, ele lembra muito o navio do Capitão Gancho. Aos adultos, chama a atenção a conservação, limpeza e uma interessante mescla entre passado e futuro já que, embora seja inspirado em um veleiro mercante do século XIX, o Cisne Branco incorpora todos os aparatos tecnológicos necessários para a garantia de uma navegação que preserve a segurança dos marinheiros e a integridade do equipamento.






O Amazonas é o primeiro de uma nova classe de navios destinados à patrulha do oceano territorial brasileiro e resulta de um convênio firmado entre a Marinha de Guerra do Brasil e do Reino Unido, onde ele foi construído e entregue em junho de 2012.

Os Navios de Patrulha Oceânica conferem ao País uma maior capacidade de atuação marítima. Munidos de um canhão de 30 mm e de duas metralhadoras de 25 mm, assim como de um barco inflável rígido e de um convés para pouso e decolagem de helicópteros de porte médio, os navios são ideais para garantir a segurança marítima das águas territoriais do Brasil, inclusive a proteção das reservas de petróleo e gás do País. Também pode ser aplicado em operações de resgate no mar e humanitárias.


O visitante tem a possibilidade de tocar o armamento que guarnece a embarcação e chegar bem próximo da ponte de comando, onde se pode admirar toda a tecnologia que envolve a condução do navio.





A visitação aos navios ancorados no 8o Distrito Naval é o típico passeio descompromissado. Como pontos positivos, podemos destacar o fato de a visita ser gratuita e a imensa prestatividade e gentileza dos militares, que recebem os visitante de forma simpática, gentil e educada.

Por outro lado, em época de alta temporada (de novembro a março, mais ou menos) é necessária alguma paciência pelo grande número de turistas que acorrem ao local quando há visitação. Como não há uma divisão de horários entre as visitas - basta chegar e entrar - é inevitável algum acúmulo de pessoas nas embarcações, o que pode ocasionar algumas filas. O contratempo, entretanto, acaba sendo anulado pela simpatia dos militares que, fazemos questão de frisar, surpreende positivamente.

Ao que sabemos, não há um calendário específico para a ancoragem dos navios da marinha no 8o Distrito Naval, porém, estaremos atentos e informaremos no blog sempre que eles estiverem na região.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Orquidário de Santos

Foto By Mônica Blandy
Em uma cidade de praia, o Orquidário de Santos é o programa perfeito para aquele dia nublado em que a praia não é uma opção mas, Faustão na TV é a receita perfeita para depressão dos adultos e stress dos pequenos.

Trata-se de entretenimento garantido para quem gosta de observar a natureza. Em seus 24 mil m², o visitante pode admirar diversas espécies de árvores nativas da mata atlântica além de cerca de 400 animais, alguns dos quais, como os pavões, cotias, saracuras e jabutis, passeiam livres entre os visitantes. Araras, tucanos, macacos, flamingos e jacarés são mantidos em áreas cercadas.
Foto By Mônica Blandy
O orquidário de Santos também conta com jardim sensorial, herbário, uma área com plantas do Brasil e um mostruário de orquídeas, além de espécies exóticas de aves, como o papagaio-do-mangue e o atobá.

Após longos e inexplicáveis três anos fechado para reformas, o Orquidário de Santos recebeu um belo "upgrade". Os animais ganharam espaços mais amplos e com habitats bem mais naturais, adequando o local às mais recentes prescrições do Ibama.  Além disso, construíram-se, além de  um novo anfiteatro,  três  edifícios: o de Zoologia, com centro de atendimento e sala de cirurgia para os animais; o de Botânica (com laboratório de reprodução de orquídeas) e um Administrativo, com auditório.

Foto By Mônica Blandy

Para as crianças maiores de três anos também foram criado novos espaços, como a brinquedoteca, a biblioteca e um novo playground que conta, inclusive, com um divertido "labirinto" para a criançada se esbaldar no esconde-esconde, além de diferentes trilhas pelo local que tem o objetivo de incentivar o respeito à natureza.




Foto By Mônica Blandy

Foto By Mônica Blandy

Foto By Mônica Blandy

Foto By Mônica Blandy

Serviço:
Aberto de terça a domingo, das 9h às 18h. Entrada: R$ 5 (por R$ 8 é possível comprar uma entrada combinada para o Orquidário e o Aquário de Santos). Crianças com até 12 anos e maiores de 60 anos não pagam. Praça Washington, s/nº – José Menino.Tel: (13) 3237-6970